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Blog Wine House | Baby Beef | A história por trás da bebida mais glamorosa do mundo
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A história por trás da bebida mais glamorosa do mundo

Da bebida explosiva às taças de cristal. Conheça os primórdios da produção do champagne

 

É no início do Séc. XVII, cerca de 400 anos atrás e em pleno absolutismo francês que surge uma das bebidas mais glamorosas que se conhece até hoje, o Champagne! Segundo às histórias, o champagne teria sido produzido pela primeira vez por Dom Pierre Pérignon, um monge da abadia de Hautvillers.

Em um tempo de violência e guerras entre os feudos, Dom Pierre Pérignon chega ao pequeno vilarejo da Hautvillers, no alto das montanhas, e a partir daí, muda para sempre o rumo da enologia e da cultura de seu país.

“No alto das montanhas”

Pelo que se sabe, a região onde Hautvillers está situada foi palco de diversos combates e batalhas. Inclusive, as primeiras vinhas que chegaram ao local, foram levadas pelos romanos cerca de 52 anos a.c. Com tamanha violência o vilarejo não apresentava condições ideias para a chegada de monges, mas Dom Pérignon contrariou a lógica.

Estudioso e determinado, Pérignon chegou e logo foi designado como administrador do vilarejo, sendo responsável também pela guarda da adega da abadia. Após restaurar as videiras, o monge passou a se dedicar com toda energia para o aprimoramento do vinho da região, que até então era considerado de baixa qualidade.

Uma nova guerra, contra as “garrafas explosivas”

Ainda sem a descoberta de Louis Pasteur para a fermentação, Pérignon adotou uma técnica para que o vinho pudesse fermentar em um processo de duas etapas. Primeiramente a bebida seria fermentada logo após o engarrafamento, sendo colocada para descansar por todo o inverno. Com a saída do frio e a chegada de novas ondas de calor, o vinho passaria pela segunda etapa de fermentação.

É nesse momento que surge um grande problema. Durante a segunda etapa de fermentação, o conteúdo envasado entrava em estado intenso de agitação e as garrafas simplesmente explodiam. Isso inclusive acabou cegando muitos trabalhadores.

Pérignon precisava encontrar uma solução para o problema das “garrafas explosivas”, pois os produtores não poderiam ficar arcando com os prejuízos de produções desperdiçadas.

A solução subterrânea

Para evitar que as bebidas fossem expostas a altas temperaturas, o monge passou a estoca-las em adegas subterrâneas no solo calcário de Champagne, construídas pelos romanos séculos antes. As explosões continuaram, mas em uma frequência infinitamente inferior, possibilitando que o vinho pudesse ser produzido e apreciado. A bebida inclusive conquistou o paladar do Rei Louis 14, um grande difusor das qualidades do vinho.

 Herança Cultural

O método de produção desenvolvido por Pierre Pérignon, intitulado “Champenoise” se consolidou e até hoje permanece sendo utilizado para produção do champagne. Foi durante os anos de 1800 que a bebida passou a ser considerada sofisticada e sinônimo de comemoração.

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